sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

FELIZ NATAL!



QUISERA SENHOR!!!

Quisera Senhor, neste NATAL...
Armar uma árvore...
E nela pendurar...
Ao invés de bolas, os nomes de TODOS os meus amigos...
Os amigos de longe...
Os amigos de perto...
Os antigos e os mais recentes...
Aqueles que vejo a cada dia...
E os que raramente encontro...
Os sempre lembrados...
E os que às vezes ficam esquecidos...
Os constantes...
E os intermitentes...
Os amigos das horas difíceis...
E os das horas alegres...
Os que, sem querer, eu magoei...
Ou os que, sem querer, me magoaram...
Aqueles a quem conheço profundamente...
E aqueles de quem conheço somente a aparência...
Os que me devem...
E aqueles a quem muito devo...
Meus amigos humildes...
E meus amigos importantes...
Os nomes de TODOS os que já passaram pela minha vida...
Uma árvore de raízes muito profundas...
Para que os seus nomes NUNCA sejam arrancados do meu coração...
De ramos muito extensos...
Para que os novos NOMES...
Vindos de todas as partes venham juntar-se aos existentes...
Uma árvore de sombras muito agradáveis...
Para que nossa amizade...
Seja um momento de repouso nas lutas da vida.

Desejo, de coração, um Natal iluminado para todos vocês, meus amigos e que o Ano de 2012 seja mágico, repleto de muita paz, harmonia, saúde, amor, prosperidade, sucesso, generosidade, e muito apetite!!!
Beijos, beijos, beijos...


quinta-feira, 8 de dezembro de 2011

EU E A BARBIE



Essa boneca me leva a ‘loucura’.
Foi amor à primeira vista. Depois que conheci a Barbie, não me lembro de me interessar, com tanta intensidade, por outra boneca.
Só queria saber de Barbie. Quando criança tive ‘milhares’, brinquei para valer. Roupinhas... nossa... foram tantas... Minha avó materna, a D. Berty, que sempre costurou muito bem, acho que se especializou em roupinhas de boneca, por minha causa. Era cada vestido deslumbrante... Infelizmente eles se perderam no tempo. Mas ainda hoje quando compro ou ganho uma Barbie, minha avó é a primeira a vê-la, pois de tanto vesti-la, se tornou também uma grande fã.
Foi por volta dos doze anos que comecei uma coleção mais séria, mas foi somente já adulta que essa coleção tomou grandes proporções. E quando conheci o trabalho da estilista de bonecas Eliza Olga, literalmente ‘pirei’... Não eram só Barbies lindamente trajadas, era todo um conjunto: roupas + penteados belíssimos + maquiagens... As bonecas dela são verdadeiras obras primas. Comprei uma e não parei mais...
Foi minha paixão pela Barbie que me levou a escolhê-la como mascote da MARIE THÉRÈSE, e a D. Eliza Olga, fez uma réplica perfeita de um traje (na verdade está tudo idêntico, cabelo, maquiagem) usado pela minha mãe (a D. Marie Thérèse). Hoje esta boneca (foto) é uma grande sensação, não há quem não fique ‘hipnotizado’ por ela. É uma das bonecas mais lindas da minha coleção.
E foi esta boneca que me levou a decidir por comercializar Barbies na minha loja. Queria que as pessoas também sentissem um pouco da emoção que sinto, quando vejo cada boneca. Todas as peças são exclusivas da Eliza Olga e tenho alcançado meu objetivo: crianças e adultos fascinados diante das vitrines.
Beijos e até...

segunda-feira, 5 de dezembro de 2011

CAFÉ VIRTUAL


EU TOMANDO CAFÉ
(tomando café virtual - este desenho é parte integrante de uma das paredes da Marie Thérèse)

CURIOSIDADE: CAFÉ EM ALGUNS IDIOMAS

bun, kaffee, qahwah, kaffia, kai-fey, kafa, kaffe, café, kafva, kahvi, kaféo, koffie, kava, kahveh, kavé, coffee, caffè, kéki, kawa, qéhvé, cafea, kophe

EU E O CAFÉ

Sou apaixonada por café desde sempre. Minha mãe conta que seu maior desejo durante a minha gravidez, foi o de tomar café com leite. Na escola, era sagrado, levava, todo dia, minha garrafinha térmica com café com leite. Hoje, pela manhã, café com leite continua sendo indispensável. Mas nada se compara a uma boa xícara só de café. Depois do almoço e do jantar é lei. Um bom café ´sela` uma bela refeição. E durante todo o resto do dia... É difícil ser louco por café, trabalhar ao lado de uma linda máquina de espresso, ter disponível o melhor café do Brasil, ficar sentindo aquele cheirinho fantástico e resistir... Tenho uma biblioteca bem legal com livros sobre gastronomia, mas aqueles dedicados ao café, tenho um carinho especial. São livros que transmitem, antes de tudo, o amor de seus autores pelo café. Dá prazer em ler. Vou trazer aqui para o blog, coisas deste mundo maravilhoso do café, e também sua história, receitas, curiosidades... e vou contar com a ajuda destes autores e suas obras preciosas. Aguardem, beijos e até.

domingo, 13 de novembro de 2011

MINHA PAIXÃO POR FITAS


O atêlie da Marie Thérèse Presentes está a 'pleno vapor' neste Natal. Nossas bolas revestidas de fitas de cetim e decoradas com laços e flores, são o maior sucesso. E o mais legal é que são todas únicas, não repetimos nenhuma. Adoro artesanato com fitas.
Já me perguntaram porque uso tantas fitas nos meus trabalhos, e a resposta é simples: fita enfeita, decora, encanta, acrescenta beleza...
É só pensar num pacote de presente... Por mais belo que seja, sem um lindo laço de fita, fica parecendo amor sem beijo...
Laço de fita num presente é como um abraço no pacote...  E um laço bem dado é como um abraço apertado...
O mundo do artesanato cresceu e as fitas acompanharam este crescimento. Dos singelos panos de prato com passa fita feitos pelas vovós, hoje as fitas estão em todos os segmentos: decorando caixas, ornamentando páginas de scrap, embelezando trabalhos em patch...e tornando ainda mais especiais os ‘passa fita das vovós’.
Trabalhos com fita transmitem delicadeza, demonstram esmero e sem dúvida dão um toque de charme.
É por tudo isso, que gosto tanto de trabalhar com fitas. Para mim o universo delas é tão mágico que hoje não consigo ver um trabalho meu sem ao menos um ‘lacinho’. São fitas e mais fitas numa coleção sem fim... Para quem nunca trabalhou com fita eu recomendo que comece agora. É muito gostoso manuseá-las e sem dúvida serão trabalhos gratificantes. Mãos à obra, deixe a imaginação fluir e muito sucesso...

VISITANTE FOFINHO


 
Estava eu terminando de enfeitar uns cupcakes, quando notei, através da janela, esta fofura pulando no meu jardim. Acho que ele sentiu o cheiro dos bolinhos, pois permaneceu ali um bom tempo me olhando, tempo suficiente, inclusive para eu terminar tudo, pegar a máquina fotográfica e ir clicá-lo. Acredito que ele queria ser fotografado, pois não se assustou e parecia estar fazendo poses. No final, voou feliz...




sábado, 12 de novembro de 2011

UMA LINDA ORAÇÃO

Esta oração eu a encontrei ao lado do caixa de uma padaria, escondidinha entre panfletos de imóveis, clínicas de estética e os panfletos da própria padaria. Acredito que ela estava ali para eu encontrá-la, pois quase nunca folders, com esses assuntos, me chamam a atenção. Mas neste dia, como tinham tantos, eles acabaram despertando a minha curiosidade e ao pegar um para ver, notei sua presença embaixo da pilha. Eram tantas as coisas sobre aquele balcão..., mas a oração, só encontrei três. Peguei uma, li e me encantei, hoje ela faz parte da minha vida e desta forma resolvi compartilhá-la com todos.

MARIA NOSSA MÃE
MARIA PASSA NA FRENTE
“Maria passa na frente e vai abrindo estradas e caminhos, abrindo portas e portões, abrindo casas e corações. A mãe indo na frente, os filhos estão protegidos e seguem seus passos. Ela leva todos os filhos sob sua proteção. Maria, passa na frente e resolve aquilo que somos incapazes de resolver. Mãe, cuida de tudo que não está ao nosso alcance. Tu tens poderes para isso. Vai mãe, vai acalmando, serenando e amansando os corações. Vai acabando com o ódio, rancores, mágoas e maldições. Vai terminando com as dificuldades, tristezas e tentações. Vai tirando teus filhos das perdições. Maria passa na frente e cuida de todos os detalhes, cuida, ajuda e protege a todos teus filhos. Maria, Tu és a Mãe e também a porteira. Vai abrindo o coração das pessoas e as portas dos caminhos. Maria, eu te peço, passa na frente vai conduzindo, levando, ajudando e curando os filhos que precisam de ti. Ninguém pode dizer que foi decepcionado por ti, depois de ter te chamado e invocado. Só Tu, com o poder de teu Filho, podes resolver as coisas difíceis e impossíveis. Nossa Senhora, faço esta oração pedindo a tua proteção, rezando um Pai Nosso e três Ave Marias. Amém!”

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

MEU MUNDO DO PATCHWORK

O Patchwork é mágico. Entrei para este universo através de uma grande quilteira, hoje uma grande amiga, que eu amo muito. Seu nome: Líbia Sodré (Libinha). Ela sabe tudo sobre patch e faz o caseado mais lindo do mundo. Já fizemos muitos trabalhos juntas e faremos muito mais... São tantas ideias...

Já faz alguns anos, ela me passou “O CONTO DA QUILTEIRA”, me diverti muito, é ótimo. Quem faz patchwork, com certeza, logo se identifica. Desta forma, o escolhi para começar a falar do meu mundo patch. Divirtam-se também!!!



E o marido de uma quilteira vai ao médico...


Doutor eu vou lhe contar tudo, desde o início:

Minha mulher sempre gostou de artesanato, adorava frenquentar feirinhas, comprava coisas pra alegrar a casa, até fazia um bordado de ponto cruz de vez em quando. Um dia, uma amiga que tinha chegado dos Estados Unidos trouxe uma revista. Uma simples revista. Inofensiva. Pelo menos, era o que eu pensava...

Já estávamos casados há alguns anos, dois filhos, tudo ia bem na nossa vida. Mas aquela revista...

Era uma revista de decoração em estilo country. Minha mulher ficou encantada com umas colchas e falou:

- Nossa! Que lindo isso!! Será que é difícil de fazer?

E a amiga disse:

- Acho que não. Olha só, aqui no final da revista tem uns moldes e umas explicações. Eu te empresto a revista e você tenta. Ela deixou a revista num canto e ficou se enrolando uns tempos. Até que vieram as férias e ela reclamou que estava sem saber o que fazer nos dias em que passaríamos na praia. E eu sugeri:

- Por que você não tenta aqueles trabalhos da revista que a sua amiga te emprestou?  Faz semanas que está aí. Se não for pra fazer é melhor devolver.

Quando penso que EU sugeri! Não consigo me conformar...

Ela saiu, comprou uns panos e, no final de uma tarde, tinha um pegador de panelas pronto. Me mostrou orgulhosa do resultado e eu incentivei. EU INCENTIVEI!!! Mesmo não entendendo nada de costura dava pra ver que não tinha ficado lá essas coisas, e a confirmação veio quando, na primeira lavada, o negócio praticamente se desintegrou. Mas ela estava empolgada e já tinha descoberto um curso numa loja de tecidos. O curso durava 8 semanas, só que ela convenceu a professora de que não poderia, por causa do trabalho, fazer em 8 semanas. Precisava fazer em 4, já que seria só pra ter as bases mesmo, era só um hobby, não era?

Foi aos poucos. Eu nem percebi. Hoje eu olho pra trás e tento identificar o momento em que tudo começou, mas não consigo...

No começo foi legal, ela estava empolgada, alegre. Logo terminou uma manta, "um sampler", ela disse. Comecei a ouvir as conversas dela pelo telefone com as amigas e vi que era uma linguagem incompreensível pra mim:

- Oi! Terminei meu quillow! Sério. Não, quiltado à mão! Juro! Uns blocos em foundation outros em apliqué, com as bordas mittered. É verdade!Tô tão orgulhosa... Agora estou aqui pensando se faço uma colcha em Baltimore ou um panô em Bargello. O que vc acha?

Quillow? Quilt? Foundation ? bargello? Baltimore pra mim sempre foi uma cidade dos Estados Unidos, mas, aparentemente, eu estava enganado. Nossa comunicação estava começando a ficar difícil.

Mas o pior nem era isso...

O problema era a invasão silenciosa da nossa casa. Aos poucos começamos a encontrar tecidos, livros, e todo tipo de material de costura em todos os cantos. Sentar no sofá era um perigo! Ser picado por uma agulha era o mínimo que podia acontecer. Isso, claro, quando a gente conseguia um espaço pra sentar. Geralmente tudo estava tomado pelo estojo de costura, o bastidor e a colcha King Size que ela estava quiltando.

Andar descalço era uma temeridade. Alfinetes malignos e mal intencionados insistiam em chamar a atenção para o fato de estarem caídos pelo chão e pediam pra ser levados pra caixinha usando, pra isso, de meios sórdidos como se enfiarem nos nossos calcanhares que doíam pra caramba! Nem Aquiles suportou um ataque covarde no calcanhar, que dirá nossos pobres calcanhares mortais...

A estante foi tomada pelos livros e revistas de patchwork que chegavam dentro de sacolas  cada vez que ela saía e passava numa livraria ("estava em promoção, olha só!"), mas também pelo correio, com as coisas que ela pedia pela internet: "você sabia que livros NÃO PAGAM imposto de importação? Não é o máximo?").

Tecidos então... Estavam por tudo. Acho que algum cientista ainda vai descobrir que tecidos têm vida própria e que, ainda por cima, se reproduzem! afinal, como explicar as vezes em que eu fui buscar uma toalha de banho no escuro e descobri ao acender a luz que era um tecido de florzinhas roxas. Sem contar que quando ela viu, deu um grito e disse:

- O QUÊ?! Você não está pensando em se enxugar com meu tecido Debbie Mum novinho, né?

Não sei quem é essa Debbie-não-sei-o-que, mas deve ser alguém muito importante... Muito mais do que eu e nossos filhos que já não tinham roupas limpas porque os tecidos tomavam conta dos varais e, quando esses acabaram, das portas, das janelas e de onde mais fosse possível pendurar alguma coisa.

- A gente tem de lavar os tecidos antes de usar pra soltar toda a tinta e encolher tudo o que for necessário, senão o trabalho fica horrível depois.

Horrível, na verdade, tinham ficado nossos almoços e jantares...

Primeiro ela começou a fazer só coisas super rápidas (afinal, tinha ficado costurando até as barrigas roncarem mais alto do que a máquina de costura), depois começaram os PFs, já que não tinha nenhum espaço na mesa que não fosse tomado por moldes, tecidos, régua, tesouras, alfinetes, etc., etc., etc. Sobravam exatos 10cm de mesa, suficientes, quando muito, pra colocar um pratinho de sobremesa pra cada um. E ai de quem respingasse uma só gota de qualquer coisa naquilo tudo!

Num domingo, estávamos todos em casa quando, de repente, tocou um despertador. Eu levei um susto! Perguntei porque o despertador estava tocando no meio da tarde e não acreditei na resposta que ela deu sem nem levantar os olhos do EPP que estava fazendo:

- Ah! É o horário de ir buscar as crianças na escola. Eu coloquei pra despertar pra eu não esquecer... Você sabe, quando eu pego numa costura não vejo a hora passar!

E tem mais! Nos armários, começaram a aparecer sacolas e mais sacolas. Aliás, as sacolas estavam também na sala, do lado do sofá, no nosso quarto, do lado da cama, na área de serviço... Essas sacolas eram um mistério pra mim, até que um dia interceptei uma conversa, e vi que a coisa era ainda pior do que eu imaginava!

- Tô arrasada. Tenho uns 10 UFOs aqui em casa! Não, ainda não consegui dar um fim naquele da sala, acredita? Só faltam as flores de fuxico e o viés e eu não me animo! Não, não é nem mais um WIP, já é UFO mesmo! O problema é que tem pelo menos uns outros 10 projetos que eu quero começar, mas estou me segurando. Então, menina, tem aquela revista japonesa que tem umas bolsas em chenille que são demais! Mas eu já disse que só pego na bolsa depois de terminar pelo menos aquela aplicação em freezer paper que está me esperando há séculos no quarto!!!

Dentro das sacolas tinham UFOs?!!! Minha mulher estava recebendo marcianos em casa e ainda fazendo fuxicos com eles? Logo ela, que nunca foi de falar mal da vida de ninguém! Será que ela estava a ponto de ser abduzida?! E que história era aquela de coisa congelada no quarto? Talvez fosse esse tal de WIP, de quem eu nunca ouvi falar! E se a polícia baixasse aqui em casa? A NASA, a CIA, o FBI? Já estava até vendo a cena...

Helicóteros sobrevoando a casa, as crianças apavoradas num canto e aqueles homens em macacões e capacetes de astronauta entrando na casa, vasculhando tudo e dizendo: "Soubemos que a dona dessa casa mantém WIPs congelados no quarto, enrolados em papel pra freezer, além de ter UFOs reféns, presos em bolsas de chenille" (Chenille, o que é isso, meu Deus?!). E ela, com ar de desdém "Humpf, esse macacão deles podia pelo menos ter um quiltzinho à máquina!"

Achei que aquilo tudo já estava indo longe demais! Falei com ela, tentei ser compreensivo. Disse que estava sentindo falta dela, de passearmos juntos, só nós dois, propus uma viagem. Ela relutou por uns tempos, mas depois aceitou. Ficou bem feliz com a idéia. Feliz demais... eu devia ter desconfiado... Ela disse que organizaria tudo, que passaríamos 4 dias num lugar bem romântico. Era novembro e nós fomos... pra Gramado!!!

Na volta, ela dizia pra todo mundo:

- Não sei porque ele ficou tão bravo! A gente saiu pra passear todas as noites! E depois, ele sempre reclama que trabalha demais, que está sempre cansado... Quando eu arranjo dias inteiros pra ele ficar de papo pro ar, sem fazer nada, dormindo até tarde, ele acha ruim! Agora, amiga, vou te contar: o festival é TU-DO-DE-BOM!!!

Comecei a ficar desesperado. Procurei os maridos das amigas dela e vi que todos estavam na mesma situação. Criamos um grupo de auto-ajuda, e nos reuníamos, enquanto elas quiltavam, pra trocar experiências. As histórias eram escabrosas!

- Levei minha mulher pra uma viagem à Itália pra ver se ela se desligava um pouco. Quando entramos na Basílica de São Marcos, em Veneza, ela deu um grito e caiu de quatro! Ficou o tempo todo olhando só para o chão. Disse que era uma fonte de inspiração infinita pras colchas dela. Quis tirar foto, era proibido, então ela se ajoelhou e ficou desenhando, tirando os modelos. Todo mundo olhando pras obras de arte, pros mosaicos, e ela ali, copiando o chão! E foi a mesma coisa em todas as outras cidades, Milão, Florença... Eu já não sabia mais o que fazer. Nosso álbum de fotos só tem foto de chão!!! Agora ela só fala em participar de um cruzeiro nas Bahamas. Patchwork em regime de confinamento!

- Comigo foi pior! Tinha uma obra perto de casa. Uma nova linha de ônibus. Eles estavam instalando os postes de luz e os tais postes vinham embrulhados em um tipo de feltro, sei lá. Só sei que ela foi até o meio da obra, uma rodovia, e saiu carregando uns 10 metros daquele feltro todo sujo de lama! Eu perguntei: "E se a polícia te pega roubando material na rua?" E ela disse: "Imagine! Eles iam JOGAR FORA! Quer heresia maior do que jogar tecido fora?! E dá uma fibra excelente pra usar nos meus sanduíches!". Eu fiquei em pânico pensando que a gente ia começar a comer tecido também, mas ela me acalmou dizendo que era outro tipo de sanduíche...

- Isso não é nada! Minha mulher voltou a estudar inglês, eu fiquei contente porque pensei que, enfim, ela estava se libertando dessa coisa. Nada disso! Ela voltou a estudar inglês pra poder assistir um canal americano de patchwork pela internet! 24 horas por dia! Isso sem falar numa universidade do Quilt, também americana, também por internet.

O que é que eu vou fazer? E começou a soluçar. Os outros maridos, penalizados, ofereceram mais uma cerveja e suspiraram em uníssono! Todos sabiam muito bem o poder da internet! E agora, depois do tal de Orkut, as coisas tinham piorado! Um deles andou bisbilhotando o perfil da mulher e descobriu que ela agora se auto-denominava "Serial Quilter" e que fazia parte de uma comunidade (que ele já estava a ponto de chamar de 'seita') chamada (com muita razão, diga-se de passagem) de Patchahólicas Anônimas!!! É o fim...
 

É por isso que eu vim aqui, Doutor. Vim para saber se isso tem cura, se tem alguma coisa que eu possa fazer pela minha mulher!

O médico era um especialista. Uma das maiores referências nacionais em psiquiatria. Esse médico era realmente a última esperança de toda a família. Depois de escutar toda a história em silêncio profundo, com os braços cruzados sobre o peito e o olhar grave, o médico apoiou os cotovelos sobre a mesa, respirou fundo e disse:

- Bem... Por acaso o senhor não poderia me dar o endereço desse grupo de maridos? Minha mulher também faz patchwork!!!!

E começou a chorar!

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

SEJA SEMPRE BEM VINDO!



Este texto está escrito em uma das paredes da MARIE THÉRÈSE, pois acreditamos que estas singelas frases, se seguidas, podem transformar nossas vidas, fazendo nosso mundo e de nossos semelhantes muito melhor.