segunda-feira, 18 de junho de 2012

CAFÉ PARFUM

Amigos, não é segredo para ninguém que eu adoro café, e encerrar uma refeição com o 'nosso bom e velho cafezinho' é de lei. Aqui na pizzaria tenho vários clientes que compartilham da mesma opinião que eu, ou seja não abrem mão de uma xícara de café após a refeição, principalmente o jantar.

Mas por outro lado, tem aqueles que curtem também um licor após o jantar e outros ainda que curtem os dois: café e licor.

Assim, foi pensando em todos eles que criei o CAFÉ PARFUM e devido ao sucesso e aos vários pedidos para eu passar a receita, que resolvi publicá-la aqui no blog, para que todos possam ter acesso ao mais novo 'chodozinho' da cafeteria da Marie Thérèse.

Segue uma explicação da bebida e a receita em si.

É um drink quente, e foi criado para ser apreciado, em especial, depois do jantar, no caso em questão depois da pizza; isto porque ele tem base de café, para aqueles que adoram terminar uma refeição com um bom café; tem um pouco de licor, que muitos também não 'abrem mão' depois do jantar; tem o extrato da cereja e a cereja em si, que dão uma sofisticação na bebida e tem o doce do chantilly, que dá um conforto gostoso no paladar depois de uma refeição 'salgada'. O copo e o volume da bebida (a bebida toda em si tem 65 ml, mais o chantilly), foram escolhidos, o primeiro para encantar o olhar e o segundo foi pensado visando uma degustação leve e confortante para depois do jantar. E para finalizar: a união de todos estes ingredientes exala um perfume maravilhoso (o que acabou inspirando o nome da bebida), fazendo a refeição se encerrar com primor.

RECEITA:

40 ml de café espresso quente
10 ml de extrato de cereja (Monin)
15 ml de licor de café Kahlúa
chantilly
uma cereja ao maraschino
copo Grog pequeno
pires
colher de café

No copo Grog pequeno colocar; primeiro o extrato, depois o licor, e por fim o espresso quente.

Sobre a bebida colocar o chantilly, até completar o copo.

Decorar com uma cereja ao maraschino.

Servir sobre um pires com uma colher de café.

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Espero que tenham gostado.

Beijos, beijos e até

NO FRIGIR DOS OVOS


Uma pergunta , uma senhora resposta.

“PERGUNTA:

Alguém sabe me explicar, o que quer dizer a expressão “no frigir dos ovos”?

 RESPOSTA: 

Quando comecei, pensava que escrever sobre comida seria sopa no mel, mamão com açúcar. Só que depois de um certo tempo dá crepe.  Você percebe que comeu gato por lebre e acaba ficando com uma batata quente nas mãos. Como rapadura é doce mas não é mole, nem sempre você tem ideias e para descascar esse abacaxi, só metendo a mão na massa.

E não adianta chorar as pitangas ou simplesmente mandar tudo às favas.

Uma vez que é pelo estômago que se conquista o leitor, o negócio é ir comendo o mingau pelas beiradas, cozinhando em banho-maria, porque é de grão em grão que a galinha enche o papo.

Contudo, é preciso tomar cuidado para não azedar, passar do ponto, encher lingüiça demais. Além disso, deve-se ter consciência de que é necessário comer o pão que o diabo amassou para vender o seu peixe. Afinal não se faz uma boa omelete sem antes quebrar os ovos.

Há quem pense que escrever é como tirar doce da boca de criança e vai com muita sede ao pote. Mas como o apressado come cru, essa gente acaba falando muita abobrinha, são escritores de meia tigela, trocam alhos por bugalhos e confundem Carolina de Sá Leitão, com caçarolinha de assar leitão.

Há também aqueles que são arroz de festa, com a faca e o queijo nas mãos, eles se perdem em devaneios (piram na batatinha, viajam na maionese... etc).

Achando que beleza não põe mesa, pisam no tomate, enfiam o pé na jaca e no fim quem paga o pato é o leitor, que sai com cara de quem comeu e não gostou.

O importante é não cuspir no prato em que se come, pois quem lê não é tudo farinha do mesmo saco. Diversificar é a melhor receita para engrossar o caldo e oferecer um texto de se comer com os olhos, literalmente.

Por outro lado, se você tiver os olhos maiores que a barriga, o negócio desanda e vira um verdadeiro angu de caroço. Aí não adianta chorar sobre o leite derramado, porque ninguém vai colocar uma azeitona na sua empadinha, não. O pepino é só seu, e o máximo que você vai ganhar é uma banana, afinal pimenta nos olhos dos outros é refresco.

A carne é fraca, eu sei. Às vezes dá vontade de lagar tudo e ir plantar batatas. Mas quem não arrisca não petisca e depois quando se junta a fome com a vontade de comer, as coisas mudam da água pro vinho.

Se embananar de vez em quando é normal, o importante é não desistir mesmo quando o caldo entornar. Puxe a brasa pra sua sardinha, que no frigir dos ovos, a conversa chega na cozinha e fica de se comer rezando.

Daí com água na boca, é só saborear, porque o que não mata, engorda.

Está respondido???”

Recebi, esta mensagem via e-mail, de uma amiga, que não sabe a autoria do texto. Resolvi compartilhá-lo com vocês, porque o achei muito bem bolado, realmente sansacional!!!!

Beijos, beijos